segunda-feira, 29 de abril de 2013

DIA 9 : RALLYE NO ALTIPLANO ( segundo dia de travessia )



                DIA 9

percorrido no dia : 287 km
total percorrido : 4256 km

Hoje, acordamos cedo, mas não tivemos condições de sair  devido à temperatura externa  que foi na madrugada de -10 graus. Aguardamos o nascer do sol.  Tomamos o café e iniciamos o primeiro desafio do dia que foi o de conseguir ligar as motos. depois disto, foi uma luta tremenda conseguirmos ligar o jipe que nos acompanhava. Assim, saimos praticamente após as 10 hs.
Passamos logo de cara pela laguna colorada com suas centenas de flamingos. Impressionante a beleza do local. Logo à frente, um grupo de lhamas pastando. Seguimos então caminho em direção à villamar. Enfrentamos um rípio bem difícil. Os änimos estavam exaltados e nada parecia agradar ao grupo. Almoçamos em villamar e abastecemos com a gasolina trazida por nosso jipe. Seguimos viagem através de um rípio bem difícil. Foram inúmeras as chances de cair. Atravessamos riachos cheios de pedras e caminhos bem complicados. Mas tudo deu bastante certo, e chegamos em Uyuni sãos e salvos.
Chegamos bem cansados. Existe um certo desänimo no grupo. As baterias enfraqueceram diante das dificuldades destes ultimos dois dias. Mas o pessoal que estava passando mal com a altitude, já se sentiu melhor. Estamos a 3600 metros de altitude e amanhã, vamos ao salar de Uyuni.  Espero que o astral do grupo melhore para podermos completar o roteiro escolhido, mas com prazer e realizacao. Afinal, sempre tivemos isto.

Estamos na Bolívia. Viemos sobre duas rodas e tudo isto é bastante recompensador.


 Os flamingos da laguna colorada
 

Edmilson


Peter e Wadinho

indo para Vilamar

Chegando em villamar

abastecendo as motos após o almoço


uma das várias travessias de riachos

paradinha básica para o pipi antes de Uyuni

em uyuni
 

DIA 8 : A TRAVESSIA DO ALTIPLANO ( primeiro dia )



DIA 8   (  RELATOS FEITOS NO DIA )

percorrido no dia : 176 km
total percorrido : 3969 km

Enfim, chegou o dia mais esperado da expedição : o de atravessar o altiplano na Bolívia em direção ao salar de Uyuni, pelo enigmático paso de Hito Cajon. Sabíamos das dificuldades impostas pelo trajeto, mas da mesma forma, sabíamos também das maravilhas dISpostas no caminho.
Saímos cedo, e fizemos a migração do Chile para Bolívia. Iniciamos a subida da cordilheira até o Hito Cajon. O sol já estava a pino, mas os termômetros bateram em 0,5 grau positivo. Muito frio, mas dia lindo.  Passamos ao redor do lindo vulcão Licancabur.
Iniciamos, então, a travessia pelo rípio. O início já mostrou logo que nada seria fácil. Logo, logo vieram as primeiras quedas. Vários terreninhos comprados ao longo de um rípio fofo e muitas vezes bem aglomerado. De sorte, nenhuma das quedas trouxe prejuízo maior, somente a ansiedade que se elevou bastante, causando até dúvidas em relação à continuidade do objetivo por parte de um dos expedicionários. Mas o retorno seria provavelmente mais complicado ainda, considerando toda a logística envolvida.
Almoçamos aos 4200 m de altitude, bem em frente a uma piscina de águas  termais bem quente. tontura, mal-estar e cansaço físico já nesta hora. Alguns melhoraram significativamente após um chazinho de folha de coca.
Seguimos em frente, já havíamos passado por lagunas maravilhosas e cerros de múltiplas cores. Era um olho na paisagem descomunal e outro no rípio. O superaquecimento das motos era iminente nas partes em que só podíamos usar primeira e segunda.
A aduana mesmo foi feita aos 5020 metros de altitude. Sensação esquisita de cansaço extenuante. Partimos logo em seguida para visitar um Geiser pelo caminho. Coisa impressionante. Vapores com cheiro forte de enxofre saindo de dentro da terra por várias fendas. Um barulho parecendo de um gerador ligado. Coisa louca.
Chegamos no refúgio em que dormiríamos, bem próximo a  laguna colorada. Ufa....que alívio !!! Muito cansaço, fome, frio..... Não estava fácil  não. Comemoramos essa primeira etapa com euforia, mas preocupados com o que nos espera amanhã.
Estamos no alto da cordilheira agora. Todos os sete num quarto. Lá fora, menos de zero grau, com toda certeza. Alguns com dores de cabeça, mal-estar, tontura. Até confusão mental está rolando. Rsss. Parece até brincadeira, mas não é. Estamos praticamente aguardando o amanhecer do dia para levantar. Alguns cochilos e nada mais. Viscissitudes  e prejuízos de uma ousada aspiração. Mas inesquecível com toda certeza.

em direção à Bolívia

Licancabur ao fundo

na migração


laguna verde


a dificuldade do terreno



Marcinho

Wadinho e Zé Guilherme

Juventino nas águas thermais


Wadinho e a GS 650 turbinada

sufoco no pico

os Geisers

Wadinho, Juventino e Marcinho

No refúgio cinco estrelas inesquecível
 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

DIA 7 : SAN PEDRO DE ATACAMA

Hoje, acordamos com tranquilidade. Fizemos inspeção nas motos e descansamos um pouco.
Após almoço, discutimos nossa subida ao altiplano de amanhã e aproveitamos para fazer o passeio à laguna de Cejar. Ficamos por lá até o fim do dia e início da noite.

Wadinho e Edmilson em SP Atacama
 
no almoço
 
Ed, Juventino e eu na laguna de piedra
( 30 % de sal. Impossível afundar )
 
Juventino mergulhando na laguna de água doce.
 
 
 
 
Amanhã partiremos para a parte mais esperada e temida da expedição : a travessia do altiplano Boliviano, passando pelas maravilhosas lagunas em direção ao maior salar do mundo ( de Uyuni ).
Dormiremos num refúgio em pleno altiplano, isolados. Somente em 2 ou 3 dias teremos acesso aos meios de comunicação.
Até lá.
 
 
 

DIA 6 : CRUZANDO A CORDILHEIRA DOS ANDES

Percorrido no dia: 572,5 km
Total percorrido : 3793 km

Eu gostaria imensamente de poder passar para todos que seguem nossa expedição o que foi esse sexto dia. Talvez, quando eu conseguir postar algumas fotos, vocês tenham a real noção do que estou dizendo.
O café da manhã foi mais tarde. Estávamos precisando recuperar do dia anterior que não foi fácil.
Saímos de SS Jujuy em direção à Purmamarca. Fizemos o abastecimento em Tilcara e começamos
a indescritível subida da cordilheira. Passamos pelo Cerro de sete colores em Purmamarca e iniciamos os sigue-zagues da subida. Várias paradas para fotos memoráveis. Lhamas pastando pelo caminho. O ar começou a esfriar. Paramos aos 4150 m de altitude para fotos, quando os sintomas da falta de aclimatação chegaram. Respirando fundo, seguimos em direção ao tão sonhado Paso Jama.
Passamos por uma maravilhosa salina, quando paramos e registramos centenas de fotos e filmagens. Nesta hora, a moto do Wadinho apresentou uma pane elétrica e nada de sinal de vida. Rssss. Desmonta uma peça aqui, vê a bateria dali. Até que a mesma resolveu voltar ao batente, sem que nada pudesse ser explicado. (vai saber ???????).
Chegamos ao paso Jama, abstecemos e fizemos um lanche. Estava frio já. Alguns se prepararam para o último trecho até San Pedro, se equipando adequadamente. O sol estava se pondo e a expectativa era de frio intenso. Não deu outra. Paisagens cada vez mais lindas, frio implacável. Nesta hora, no congelar dos dedos, apareceu uma lua amarela imensa no meu retrovisor. Tive que parar. Fiz fotos sem noção dela, mesmo com o alto preço do vento gelado. Seguimos em frente com um inesquecível vento lateral, que muito me lembrou o de Esquel na ida ao Ushuaia. Atingimos a extrema altitude de 4800 m. Minha moto começou a piscar a indicação de congelamento do líquido de arrefecimento e o termômetro bateu 1 grau positivo. Continuei a descida com uma mão no acelerador e outra no motor, na tentativa de sentir novamente os dedos. Até que começei a sentir que estava iniciando a descida. Mantive uma velocidade constante de 100/110 km, e curti aquela sensação nunca antes vivida. Uma descida maravilhosa. A mente focada na localização correta de onde eu estava no mapa mundi. Rsss.
O alívio veio, quando o termômetro bateu 5 e 6 graus. Que Beleza !!!! Rssssss. Tudo na vida é relativo, né ??  8 / 9 graus eu já estava numa sauna. Ah ah ah. San Pedro estava ao longe, iluminada.
Dei graças por viver este momento e a comemoração foi imediata.

Estamos em pleno San Pedro de Atacama.

saindo de SS Jujuy
 
passando por Purmamarca
 
na subida
os caracoles
 
 
 
Zé Guilherme, Marcinho, Ed e eu
 
 
na salina
Edmilson e a F800
Saindo da Argentina
 
 
OUTRAS FOTOS
 
 
 
 
 
 
 Marcinho no pé da cordilheira